Liturgia Diária
Domingo, 21 de março de 2027
Domingo de Ramos da Paixão do Senhor
Primeira Leitura
Is 50, 4-7
Leitura do Livro do profeta Isaías
Ler o capítulo na Bíblia →O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
Salmo Responsorial
Sl 21
Ler o capítulo na Bíblia →R.Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.
Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!
Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!
Segunda Leitura
Fl 2, 6-11
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Ler o capítulo na Bíblia →Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
Evangelho
Mc 11,1-10 (Entrada em Jerusalém)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Ler o capítulo na Bíblia →1Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! 3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta'”. 4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram. 5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?” 6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou. 8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”
ou
Mc 14,1-15,47 (Paixão do Senhor)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos
Ler o capítulo na Bíblia →Faltavam dois dias para a Páscoa e para a festa dos ázimos. Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um meio de prender Jesus à traição, para mata-lo. Eles diziam: Leitor: “Não durante a festa, para que não haja tumulto no meio do povo”. Narrador: Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Quando estava à mesa, chegou uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam: Leitor: “Por que esse desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de prata, que seriam dadas aos pobres”. Narrador: E criticavam fortemente a mulher. Mas Jesus lhes disse: Celebrante: “Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la? Ela praticou uma boa ação para comigo. Pobres sempre tereis convosco, e quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem. Quanto a mim, não me tereis para sempre. Ela fez o que podia: derramou perfume em meu corpo, preparando-o para a sepultura. Em verdade vos digo: em qualquer parte que o Evangelho for pregado, em todo o mundo, será contado o que ela fez, como lembrança do seu gesto”. Narrador: Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os sumos sacerdotes para entregar-lhes Jesus. Eles ficaram muito contentes quando ouviram isso, e prometeram dar-lhe dinheiro. Então, Juda scomeçou a procurar uma boa oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: Leitor: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” Narrador: Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: Celebrante: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a salaem que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’ Então ele vos mostrará, no andar decima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Ali fareis os preparativos para nós!” Narrador: Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e preparam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus foi comos doze. Enquanto estavam à mesa comendo, Jesus disse: Celebrante: “Em verdade vos digo: um de vós, quecome comigo, vai me trair”. Narrador: Os discípulos começaram a ficar tristese perguntaram a Jesus, um após o outro:Leitor: “Acaso serei eu?” Narrador: Jesus lhes disse: Celebrante: “É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato. O Filho do Homem segue seu caminho, conforme está escrito sobre ele. Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem! Melhor seria que nunca tivesse nascido! ”Narrador: Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: Celebrante: “Tomai, isto é o meu corpo”. Narrador: Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: Celebrante: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo: não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. Narrador: Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos: Celebrante: “Todos vós ficareis desorientados, pois está escrito: ‘Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão’. Mas, depois de ressuscitar, eu vos precederei na Galileia”. Narrador: Pedro, porém, lhe disse:Leitor: “Mesmo que todos fiquem desorientados, eu não ficarei”. Narrador: Respondeu-lhe Jesus: Celebrante: “Em verdade te digo: ainda hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás”. Narrador: Mas Pedro repetiu com veemência: Leitor: “Ainda que tenha de morrer contigo, eun ão te negarei”. Narrador: E todos diziam o mesmo. Chegados a um lugar chamado Getsêmani, disse Jesus aos discípulos: Celebrante: “Sentai-vos aqui, enquanto eu vou rezar!” Narrador: Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a sentir pavor e angústia. Então Jesus lhes disse: Celebrante: “Minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai”. Narrador: Jesus foi um pouco mais adiante e, prostrando-se por terra, rezava que, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele. Dizia: Celebrante: “Abá! Pai! Tudo te é possível: Afasta de mim este cálice! Contudo, não seja feito o que eu quero, mas sim o que tu queres!” Narrador: Voltando, encontrou os discípulos dormindo. Então disse a Pedro: Celebrante: “Simão, tu estás dormindo? Não pudeste vigiar nem mesmo uma hora? Vigiai eorai, para não cairdes em tentação! Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Narrador: Jesus afastou-se de novo e rezou, repetindo as mesmas palavras. Voltou outra vez eos encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono e eles não sabiam o que responder. Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse: Celebrante: “Agora podeis dormir e descansar. Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos! Vamos! Aquele que vai me trair já está chegando”. Narrador: E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, com uma multidão armada de espadas e paus. Vinham da parte dos sumos sacerdotes, dos mestres da Lei e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: Leitor: “É aquele a quem eu beijar. Prendei-o e levai-o com segurança!” Narrador: Judas logo se aproximou de Jesus dizendo: Leitor: “Mestre!” Narrador: E o beijou. Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam. Mas um dos presentes puxou a espada e feriu o empregado do sumo sacerdote, contando-lhe a orelha. Jesus tomou a palavra e disse: Celebrante: “Vós saístes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias eu estava convosco, no Templo, ensinando, e não me prendestes. Mas, isso acontece para que se cumpram as Escrituras”. Narrador: Então todos o abandonaram e fugiram. Um jovem, vestido apenas com um lençol, estava seguindo a Jesus, e eles o prenderam. Mas o jovem largou o lençol e fugiu nu. Então levaram Jesus ao Sumo Sacerdote, e todos os sumos sacerdotes, os anciãos e os mestres da Lei se reuniram. Pedro seguiu Jesus de longe, até o interior do pátio do Sumo Sacerdote. Sentado com os guardas, aquecia-se junto ao fogo. Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus, para condená-lo à morte, mas não encontravam. Muitos testemunhavam falsamente contra ele, mas seus testemunhos não concordavam. Alguns se levantaram e testemunhara falsamente contra ele, dizendo: Leitor: “Nós o ouvimos dizer: ‘Vou destruir este templo feito pelas mãos dos homens, e em três dias construirei um outro, que não será feito por mãos humanas!’” Narrador: Mas nem assim o testemunho deles concordava. Então, o Sumo Sacerdote levantou-se no meio deles e interrogou Jesus: Leitor: “Nada tens a responder ao que estes testemunharam contra ti¹” Narrador: Jesus continuou calado, e nada respondeu. O Sumo Sacerdote interrogou-o de novo: Leitor: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?” Narrador: Jesus respondeu: Celebrante: “Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso, vindo com as nuvens do céu”. Narrador: O Sumo Sacerdote rasgou suas vestes e disse: Leitor: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vós ouvistes a blasfêmia! O que vos parece?” Narrador: Então todos o julgaram réu de morte. Alguns começaram a cuspir em Jesus. Cobrindo-lhe o rosto, o esbofeteavam e diziam: Leitor: “Profetiza!” Narrador: Os guardas também davam-lhe bofetadas. Pedro estava em baixo, no pátio. Chegou uma criada do Sumo Sacerdote, e, quando viu Pedro que se aquecia, olhou bem para ele e disse: Leitor: “Tu também estavas com Jesus, o Nazareno!” Narrador: Mas Pedro negou, dizendo: Leitor: “Não sei e nem compreendo o que estás dizendo!” Narrador: E foi para fora, para a entrada do pátio. E o galo cantou. A criada viu Pedro, e de novo começou a dizer aos que estavam perto: Leitor: “Este é um deles”. Narrador: Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que estavam junto diziam novamente a Pedro: Leitor: “É claro que tu és um deles, pois és da Galileia”. Narrador: Aí Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo: Leitor: “Nem conheço esse homem de quem estais falando”. Narrador: E nesse instante um galo cantou pela segunda vez. Lembrou-se Pedro da palavra que Jesus lhe havia dito: Celebrante: “Antes que um galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás”. Narrador: Caindo em si, ele começou a chorar. Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. E Pilatos o interrogou: Leitor: “Tu és o rei dos judeus?” Narrador: Jesus respondeu: Celebrante: “Tu o dizes”. Narrador: E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou novamente: Leitor: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!” Narrador: Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. Pilatos perguntou: Leitor: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?” Narrador: Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. Porém, os sumos sacerdotes instigavam a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. Pilatos perguntou de novo: Leitor: “Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?” Narrador: Mas eles tornaram a gritar: Todos: Crucifica-o! Narrador: Pilatos perguntou: Leitor: “Mas, que mal que ele fez?” Narrador: Eles, porém, gritaram com mais força: Todos: Crucifica-o! Narrador: Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. E começaram a saudá-lo dizendo: Todos: Salve, rei dos judeus!” Narrador: Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o mando vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucifica-lo. Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Eram nove horas de manhã quando o crucificaram. E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: Leitor: “Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!” Narrador: Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre dizendo: Leitor: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! O messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!” Narrador: Os que foram crucificados com eletambém o insultavam. Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: Celebrante: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?” Narrador: Que quer dizer: Celebrante: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” Narrador: Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram: Leitor: “Vejam, ele está chamando Elias!” Narrador: Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo: Leitor: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”. Narrador: Então Jesus deu um forte grito e expirou. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa silenciosa e orante. Narrador: Nesse momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: Leitor: “Na verdade, este homem era Filho de Deus!” Narrador: Estavam ali também algumas mulheres, que olhavam de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé. Elas haviam acompanhado e servido a Jesus quando ele estava na Galileia. Também muitas outras que tinham ido com Jesus a Jerusalém, estavam ali. Era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, e já caíra a tarde. Então, José de Arimateia, membro respeitável do Conselho, que também esperava o Reino de Deus, cheio de coragem, foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado, quando soube que Jesus estava morto. Chamou o oficial do exército e perguntou se Jesus tinha morrido havia muito tempo. Informado pelo oficial, Pilatos entregou o corpo a José. José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz e o envolveu no lençol. Depois colocou-o num túmulo escavado na rocha, e rolou uma pedra à entrada do sepulcro. Maria Madalena e Maria, mãe de Joset, observavam onde Jesus foi colocado.
ou
Mc 15, 1-39 (Paixão do Senhor - Mais breve)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Ler o capítulo na Bíblia →Narrador 1: Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos o interrogou: Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?” Narrador 1: Jesus respondeu: † — “Tu o dizes”. Narrador 1: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente: Leitor 1: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!” Narrador 1: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. 8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou: Leitor 1: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?” Narrador 2: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos perguntou de novo: Leitor 1: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?” Narrador 2: 13Mas eles tornaram a gritar: Todos: — “Crucifica-o!” Narrador 2: 14Pilatos perguntou: Leitor 1: “Mas, que mal ele fez?” Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força: Todos: — “Crucifica-o!” Narrador 2: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. 16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. 18E começaram a saudá-lo: Todos: — “Salve, rei dos judeus!” Narrador 1: 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. 20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. Narrador 2: 21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. 23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Narrador 1: 25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28) 29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: Todos: — “Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!” Narrador 1: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo: Todos: — “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!” 32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!” Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde. 34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: † — “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?” Narrador 2: Que quer dizer: † — “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Narrador 2: 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram: Todos: — “Vejam, ele está chamando Elias!” Narrador 2: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo: Todos: — “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”. Narrador 1: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou. (Todos se ajoelham um instante) 38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: Todos: — “Na verdade, este homem era Filho de Deus!”
Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
Reflexão do dia
A reflexão do dia é preparada pela equipe da paróquia e aparecerá aqui quando for publicada.
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Antífona da entrada: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)
Antífona da comunhão: Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Cf. Mt 26, 42)